Jornal FUGIFALA

Edição Cimeira

Domingo, 13 de Julho de 2025

«Vai lá fora» à minha Mãe San Mosa

Mãe!
Há familiares apanhados a meio do caminho, mulheres e homens, mais velhos e jovens, que reclamam de nada entenderem do filho de duas mães, Bebiana e Ambrósia, a rubrica com que iniciei, lá longe-perto, em janeiro de 2024 e fora das ilhas, logo, decorrido da notícia do seu último fôlego, toda a narrativa que deu corpo ao digital FUGIFALA, uma brincadeira séria de levar o Estado, a subir as barras dos tribunais.

Tudo teve pernas de partida, aquando do seu filho, o Raul, nas diligências para devolver o corpo cansado, os longos onze anos de prisão naquela cama da Trindade, após o AVC, deparou-se com um caso insólito. Jamais existiu a Ambrósia, autenticada no seu bilhete de identidade.
-Essa senhora, Ambrósia, não existe!
Foi a sentença da funcionária do Registo na vasculha processual, de frente para trás, de trás para frente. Como sepultar alguém que jamais existiu!?
Lágrimas involuntárias apressaram-se a desfilar-me pelo rosto de impotência.

Pioneiro Horácio Sousa Pontes

Oh Mãe! Perante os factos, o filho explorou a saída de emergência. Puxou da algibeira a documentação pessoal. Não havia tempo para testes científicos, nem subidas e descidas de papelada a um juiz que autenticasse, na hora, o verdadeiro nome do cadáver.
A funcionária caiu na conversa do deputado e lhe legitimou, filho da Mãe morta, Bebiana. Consecutivamente, passamos todos a ser filhos da defunta que não era a nossa Mãe Ambrósia. Será verdade? Aquele corpo era de Bebiana, nascida em 1929 e não o de Ambrósia, nascida, em 1933?
Nós, não somos filhos de Ambrósia. Aquela guerreira que criou os filhos, sem pai, nunca existiu e, daí, não ser a nossa Mãe!? Mas como isso foi possível.
Mãe! Ontem foi o dia de festa grande, 12 de Julho, Orgulho Nacional, nem deveria estar a encher o saco com os filhos de duas Mães.
O presidente Carlos Vila Nova, no longo discurso de quase uma hora, depois da espera dos convidados por ele, mais de outra, anterior, de uma hora, me obrigou a anotar romance no seu coração, «Nem tudo são rosas, nem tudo são espinhos» nos 50 anos da independência. Outra longa história.
A Betinha pintou a mesa, como de costume para comemoramos e embebedamos de 12 de Julho.

Arlete Dias

Mãe! Todavia, os saudosos nossos irmãos, Sousa Pontes, os kota-bégas do saudoso professor Manuel da Trindade Sousa Pontes, o Horácio e a Arlete, estes sim, foram os filhos de Ambrósia, o nome herdado ao pai dela, Ambrósio Dias do Espírito Santo. Nos respetivos documentos de identificação, caso eles fossem vivos, com a eventual morte da nossa progenitora, ela se reencarnaria na Ambrósia, a Mãe deles?

Nacionalistas para o lixo da História

Mãe! “Ellyzé – Autópsia da Alma” e todos quantos, o livro notabilizou vida eterna, um cruzeiro cheio de nomes nacionais e estrangeiros, como previsto, regressou a Lisboa, no dia 30 de maio, passado, agora a pedido da Dinalivro, que em pleno Centro Comercial de Vasco da Gama, a distribuidora preparou o tapete vermelho da livraria FNAC, por onde não faltou crítica literária à obra.

Alda Graça do Espírito Santo

Mãe! Recentemente, evitei entrar em bate-boca com o engenheiro Danilo Salvaterra que reivindicava, o direito que lhe assiste pelo contraditório democrático, o favoritismo à família Graça do Espírito Santo, enquanto a homenageada pela Embaixada de Lisboa, liderada pelo Embaixador Esterline Gonçalves, nos atos comemorativos do Cinquentenário do país.

Fiquei com a noção de que ele não possuía fundamentos válidos na sua reivindicação. Outros povos elevam os bons filhos que nós jogamos no lixo. Em Angola e Moçambique, falar de “tia Alda” Graça do Espírito Santo, é elevar aos céus toda a família que em Lisboa, germinou o sentido das independências africanas portuguesas, na Casa 37, Rua Actor Vale, a aglutinadora do espírito nacilonalista dos Estudantes do Centro dos Estudos Africanos, no século passado, na capital da antiga metrópole, Portugal.
Quantas vezes você nos arrastou aos ouvidos de que o povo nativo, foi salvo em 1953, pela família Graça, que de Lisboa, fez chegar a São Tomé, o advogado Palma Carlos, em defesa e liberdade das vítimas do carrasco governador, Carlos Gorgulho? O meu amigo Danilo Salvaterra, sabe disso.
Caso a memória não me faça cócegas inoportunas, estivemos os dois no lançamento do livro documental “Massacre de Batepá, a guerra inventada”, na antiga RDP - África, nas Amoreiras.
Como é que os que não beneficiam de oportunidade de distinguir a mão esquerda, da direita, mas atores nas redes sociais, não violentam as memórias históricas e deixam o país de pernas abertas para qualquer aventureiro? Devemos ter orgulho de 12 de Julho, como em criança, aprendi na escola. A independência, é o maior tesouro de um povo.
Ninguém joga no lixo o seu tesouro.
Oh Mãe! Apesar de não ter herança documental, caso ele descobrisse que sou herdeiro do Espírito Santo, claro que, talvez de “cola manga-baixo”, daria azo para especulações.

Capa de Ellyzé - Autópsia da Alma

Mãe! Abanei as orelhas e caí na realidade. Fui cavar o tempo, lá onde o passado pudesse arrumar o presente, no dia 8 de janeiro e avançar com o enterro. O corpo perdido do último fôlego, no domingo anterior, tinha de descer à terra. Nem que fosse feito o registo de nascimento no sábado anterior da morte, 6 de janeiro de 2024 e falecida, com um dia de vida, sem tempo para filhos, como torna moda, nas altas sociedades, os filhos não são problemas dos jovens.

Puxão de orelhas

Mãe! Logo que saltei as duas décadas de existência, o Estado, como não fosse o único responsável pelo crime do século passado, enfrentou-me com a “maca” de duas Mães.
Passei por caloteiro, ameaçado de ir parar ao calabouço por ter ludibriado o Estado com as duas minhas Mães, Ambrósia e Bebiana.
No bilhete de identidade dela, estava a Ambrósia Dias do Espírito Santo. O meu me apresentava na condição de filho de Bebiana Dias do Espírito Santo.

Momento especial

Oh Mãe! Na época, enquanto proprietária de uma das barracas, no Parque Popular da Trindade, - a obra construída pelo povo, através do Comité de zona - eu corria para cima e baixo com aquele documento, sem nunca me aperceber da maldade do Estado, retirar os filhos o direito de Mãe. Não só! Eu ia à Flebê, na capital, receber as grades dos refrigerantes. Eu ia à Ecomin.
Quando a fábrica de cervejas, por falta de transportes, os revendedores, é que se deslocavam à Rosema, em Neves, para carregarem o produto, pessoalmente, nas férias escolares, ainda menino, na qualidade de secretário da empresa familiar, eu mais uma das senhoras, é que lá íamos fazer o carregamento das cervejas para Trindade, na carrinha azul do motorista Virgílio. Levava comigo o bilhete de Identidade da Ambrósia.

Ano letivo sem escola

Mãe! Devido ao imbróglio, cheguei a ser penalizado pelo Estado. Perdi um ano escolar.
Só hoje, enquadro tudo, porque afinal, a minha Mãe Ambrósia que deveria representar o meu encarregado de educação, no estrangeiro, o professor Eurico Graça, não constava no processo da matrícula. Ninguém me abriu os olhos.
Os funcionários, na altura, não viram que o miúdo era inocente, apesar de Anabela, da tia Antónia -, um especial abraço de melhoras de saúde à Bela -, me ter feito companhia, para que eu não ficasse um ano inteiro sem a escola. Não atravessei a ponte do rio Água Grande para a outra margem que me conduzia ao liceu.
A democracia me dá o direito de avançar com a queixa-crime contra o Estado, reclamando uma indemnização pelos danos morais e processuais de identidade. Vou a tempo de constituir o meu advogado, o antigo juiz português, Carlos Semedo.

Falsas testemunhas

Evento FNAC

Mãe! Perplexo, no papel de réu com as portas de cadeia abertas para o condenado, um dos entrevistadores, na sentença contra mim, o 1º Tenente Salazar, foi sereno e apontou dedos à solução, comigo feito de criança, pelas lágrimas que choravam o rosto de homem de farda, quase com os pés na cadeia por falsificação de identidade.
Foi-me autorizado um prazo razoável para apresentar quem na verdade era a minha Mãe, Ambrósia ou Bebiana?
Oh Mãe! Somente, a partir do estatuto do filho de uma Mãe, a que fez o pedido de carência familiar -, derivado dos seus filhos Batista e Raul, na época, em Portugal e Cuba - Ambrósia, e não a Bebiana, que constava da minha identificação, eu passaria de imediato, à disponibilidade civil.

Hoje, as chefias militares matam e, infelizmente, o Estado, não lhes passam a disponibilidade para esclarecerem a maldade que lhes comandou o espírito no sangrento dia 25 de Novembro de 2022. Por que o Estado se envolve num crime bárbaro com o assassinato de quatro vidas humanas?
Mãe! Dada a entrada processual e decorridos os procedimentos instrutórios, no Registo e Notariado, eu compareci à primeira audiência. Embora décadas passadas, recordo fresca aquela manhã de sol tropical.
O saudoso senhor Idalécio Trigueiros, o antigo meio-campista da Trindade Futebol Clube, questionou-me pelas testemunhas. Eu fazia-me acompanhar do Izildo Alcântara, da tia Antónia, todos saudosos, que exercia alfaiate na alfaiataria Jordão. O Emitério Viana, funcionário público, no dispensário, também da minha geração, estava atrasado.
Ainda assim, o representante da justiça que havia de compor o processo, de custos judiciais, que subiria ao juiz para decidir em consciência e lei, pela existência da verdadeira minha Mãe, Bebiana ou Ambrósia, perguntou pela segunda vez, pelas duas testemunhas. «Como assim!?»
O Toninho, já lá estava. Apenas o funcionário do Estado, estava a caminho ou a inventar algo para fugir da secretária.

Evento FNAC

- Oh rapaz! Está a brincar com um assunto tão sério!? As testemunhas, são as pessoas que presenciaram o nascimento da senhora Ambrósia ou a senhora Bebiana. Não deve ser ninguém familiar! - Deu-nos de costas.
Oh Mãe! Corri a cabeça com os cálculos matemáticos, as testemunhas teriam passado, no mínimo, dos oitenta anos de idade, para serem validados os testemunhos de 1929 e 1933.
Nas proximidades, não havia mais ninguém e pior, os não familiares. Eu teria que recorrer ao cemitério da Trindade e escavar alguns dos ossos pertencentes às defuntas, nascidas no século XIX.
Elevei o pensamento à frustração. A única riqueza que a minha Mãe Bebiana possuía, era o carinho com que nos criou, apesar do açoite sempre ativo por qualquer desvio. Nenhum dos meus irmãos, nem a Maria José, a minha gémea, por mais ganancioso, haveria sózinho de apoderar desse minério, no momento da distribuição de bens materiais, caso houvesse algum.
Mãe! Revoltado e triste, dei de costas ao processo, sem imaginar que o Estado, mais tarde, viesse a negar a existência da minha Mãe, no seu documento de décadas, Ambrósia Dias do Espírito Santo. Valeu ela ter dado à luz aos filhos de Bebiana Dias do Espírito Santo.
Abandonei o Estado da cidade e jamais compareci ao 1º Tenente Salazar, chefe do outro Estado, mobilizador dos jovens para o dever com a pátria. Cumpri os três anos de guerra.

Estado na hora, «vai lá fora!»

Evento FNAC

Mãe! Tudo mudou. Recentemente estive em São Tomé, um caso similar acendeu as minhas memórias, porque caiu nos meus olhos como testemunho de validar a minha queixa-crime.
Naquela manhã de gravana, não deixei o frio na Trindade, recorri ao Estado da capital, para que a minha “kotabéga”, filha de pais são-tomenses, nascida no estrangeiro e impedida pela Lei constitucional de Delfim Neves, enquanto o presidente da Assembleia Nacional, pela boleia da Geringonça de 2018/22, a vir concorrer ao mais alto cargo Nação, a Presidente da República, obtivesse o seu primeiro BI, o bilhete de Identidade são-tomense.
Logo que pusemos os pés na sala, o calor berrava aos poucos, mas sem “catxinga”, acotovelando os demais utentes, nem éramos muitos, mas todos queriam ser atendidos num estalar de dedos, um funcionário dirigiu-se a nós, com a “cara-mamão”, ou seja, de poucos amigos.
- Senhora, vá lá fora! Não são maneiras de estar aqui!
A minha filha que não há muito, acabava de ser maior de idade, com a cara dobrada de tamanho, resultado da circunstância, cabisbaixa e perplexa, virou-se ao pai, na expectativa que eu desse corpo à guerra contra o Estado, ou simplesmente, manifestasse em sua defesa.
- Senhor, bom dia! Desculpe! Porquê dessa atitude?
Oh Mãe! Com a prática contínua, o jovem do Estado, sem a mínima noção de servidor público, virou-se contra mim.
- O senhor também, meta-se lá fora! Aqui não se fica de calções e chinelos!
Antigamente, eu lhe teria chapado na cara. «O senhor, não sabe com quem fala? Chame o seu diretor
Ao certo, que o diretor, talvez na circunstância, a diretora, me encaminharia ao seu gabinete e tratasse da minha filha, na hora.

Evento FNAC

Questionei sobre a sanção contra a estrangeira.
- Não estou para dar explicações!
Alguém do público, sussurrou:
- Blusa dela não tem alças! Ela deve esconder os braços e o peito da senhora!
Outra senhora deu as mãos no esclarecimento.
- Ainda bem que ela não está com estes calções que mostram a mama de rabo. - Advertiu a testemunha.

Bem vestido ao Estado de reforma caduca

Mãe! Caí-me dentro de mim. Tomei a consciência de, em tempos, uns bons pares de anos, já ter ouvido de que era proibido entrar ao Estado, mal vestido. Ela estava de blusa às riscas brancas e pretas, selecionada para a foto documental, uma saia de um azul claro, abaixo dos joelhos e sandália azulada. Tudo para a terra tropical que ardia de calor, apesar da gravana de Agosto.
Fiquei esclarecido e em passos de saída -, sempre obedeci ao Estado -, questionei como ir à Trindade, vestir bem a minha filha? Tínhamos uma viatura alugada, por 35€00, a diária. Já nem sei a razão de não termos corrido à casa da Adelina, em Quilombo, o hotel das duas irmãs.
Como de boa maneira são-tomense, tive socorro imediato.
- Senhor, vai comprar fardo na Feira e troca ela de blusa!

Evento Fnac

Saímos à Feira de Coco-Coco. Nem era preciso mudar a viatura do estacionamento. A feira, estava a boca e nariz do Estado, na antiga Segurança Social. Houve um contratempo. A minha filha afinou a língua portuguesa.
- Eu não vou vestir essa roupa de fardo com mil e uma doenças, de cada um, trazida lá da Europa!
Fiquei entre a espada e a parede. «E agora?»
- Vamos lá da tia Dika! Noutro dia, com a minha blusa molhada na praia, usei a camisa de Leo.

Clamor de Mãe contra o Estado de “facilita” nos pés

Mãe! Regressamos do aeroporto, pouco mais de trinta minutos e uma senhora, de lágrimas, saia aos gritos, porque as dores dela, foram maltratadas pelo Estado. A agente policial, patenteada, que acabava de iniciar a sua jornada e controlava o acesso do público ao Registo, correu em seu socorro.
- Eu quando pari este rapaz, o pai dele tomou para a avó criar. Todo esse tempo, dezanove anos, eu estive em Gabão. Regressei agora, porque o meu irmão quer ajudar ele a continuar os estudos em Portugal e papel, é indeferido na embaixada. Afinal, senhor gente, registou o meu filho, só com o nome dele. Meu filho, não tem Mãe!
As lágrimas que não paravam da narrativa emocional, sensibilizaram a consciência à assistência.
- Vê maldade de homem são-tomense! Pai faz filho, sem arca de conservar e carregar nove meses, com todos os sintomas, energia que vai e vem como a EMAE?
- O meu filho, bom aluno, acabou o estudo e viu ajuda do meu irmão, nós somos netos de português que assinou o meu pai, mas papel ficou preso na embaixada, porque ele não é tio dele, no documento. Ninguém me disse que ele não tinha Mãe, uma neta de branco.

Evento Fnac

Viajei para a minha realidade. Eu e a parte dos meus irmãos, não somos filhos da minha Mãe Ambrósia -, jamais seremos - que uns meses depois do cenário, veio a falecer, sem a existência dela, nos arquivos do Estado, herdado ao Estado colonial de 1929 ou 1933.
Oh Mãe! A sargento foi e regressou num pé. Entrou na companhia da Mãe e filho. Uns trinta minutos -, o Estado foi rápido - ela saiu com os dentes nas orelhas.
Corri a entrevistá-la, porque o meu processo não teve pernas para subir ao juiz que decidisse no meu direito e dos meus irmãos, em sermos filhos da Mãe verdadeira.
Não era possível, as testemunhas, que nem existiam ossadas, renascerem do coval para confirmarem, qual dos nomes, Bebiana ou Ambrósia, os meus avós Ambrósio e San Tilha, deram aquela menina nascida, em 1929 ou 1933.
Quem teria sido a testemunha da narrativa, aos meus olhos, a senhora do filho de pai, sem Mãe? Qual juiz decidiu na hora? Houve teste de ADN? A senhora não teria falsificado toda a narrativa? Apesar da verdade, antigamente, o Estado não era assim tão rápido.
Fiquei com as duas Mães ou talvez nenhuma, porque a minha Mãe nunca existiu.
Também não sou filho do meu pai. Outra narrativa, que só soube em Portugal.
- Táqui! O meu filho, já tem cédula com o meu nome! Gente não veio preparada, com a mão molhada, para pagar o bilhete de identidade dele. Amanhã, ele volta sozinho. Deus paga essa jovem sargento!

Autoridade em queda livre

Mãe! Um indivíduo com narrativas apercebidas de Londres, nas orelhas da policial, deitou abaixo todo o seu patriotismo de, em poucos minutos, ter atribuído Mãe ao filho da alheia.
Ele estava de calção e chinelos, me imitando, mas entrou e nem foi rápido nas diligências com os funcionários. Eu queria comprar “maka”, de borla, mas eu estava acompanhado da sua neta.

Ellyzé – Autópsia da Alma

Contra-capa Ellyzé – Autópsia da Alma

Mãe! Ambrósia ou Bebiana, você não morreu! Jamais!
O livro memorial à sua neta Ellyzé, com as asas das aves marinhas, costeiras e da terra, para voar meio mundo e, espalhados pela FNAC, em Portugal, para a aquisição dos amantes do prazer de leitura ou simplesmente, para lerem e arquivarem os mil nomes ali registados e fotografados, de gentes humildes que deram aquele abraço, telefonema ou aquela mensagem especial e longínqua, na hora de lágrimas.
Brevemente –, ainda no Cinquentenário da soberania das ilhas do meio do mundo -, apenas, os preços caríssimos de bilhete de avião que não conciliam com a disponibilidade profissional de todos da delegação, levaremos Ellyzé – Autópsia da Alma, aos leitores em São Tomé e Príncipe.
Apesar dessa barreira, já instalamos uma embaixada em São Tomé que tem diligenciado na logística e agenda para estarmos com o pé nos atos comemorativos contínuos da independência da África portuguesa.
Oh Mãe! Os filhos põem fim ao luto, passado um ano e seis meses, da morte de uma Mãe.
É você quem abre Ellyzé – Autópsia da Alma com aquela curta mensagem e imortal.
«A vida é uma escola de paciência! Deus, nosso Senhor, dá vocês coração grande para vocês poderem carregar a cruz de Ellyzé».
Oh Mãe! Parece mentira, mas é pura das verdades, choro nos olhos sorridentes do homem, graças a Deus, de filhos criados e formados pelas universidades pelo mundo afora, merecedores de especial dedicação de uma das canções, “Balada para minhas filhas”, de José Mucavele, roubadas às páginas de Ellyzé - Autópsia da Alma.
À Betinha, quem assaltou pedaço do meu coração, que tudo lhe corra bem nos ouvidos dos sonhos de realização.
Feliz 12 de Julho às minhas duas namoradas, pelas quais apaixonei desde miúdo, as ilhas de São Tomé e Príncipe!
Do seu filho,
José Maria Cardoso